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Você Quer Ser Curado? Kay Arthur “Você quer ser curado?” Superficialmente, parece uma pergunta tola! A princípio, pensamos: “Quem não gostaria de ser curado?”. Enquanto faço essas perguntas, minha mente voa até um homem sentado diante de um dos portões da Cidade Velha de Jerusalém. Recentemente, um homem sentado no chão chamou-me a atenção, enquanto eu saía da Cidade Velha em direção ao tráfego barulhento dos ônibus lotados de árabes até a porta, enquanto eu ouvia os sons das buzinas dos impacientes motoristas de táxi, enquanto eu via o brilho do sol desaparecendo em meio às ruas estreitas, muradas e apinhadas da Cidade Velha. Ele ficava conversando alegremente com os outros colegas mendigos até aparecer um turista. Naquela altura, a conversa cessava, e ele levantava os olhos tristes em silêncio e estendia a mão pedindo uma esmola. Com a outra mão, ele levantava a perna da calça para exibir uma ferida aberta —uma ferida arroxeada, coberta de manchas brancas purulentas que brilhavam ao sol. Meu coração de enfermeira me fez parar. Eu queria curvar-me e cobrir a ferida aberta para protegê-la da poeira levantada pelos carros que passavam em velocidade pelo portão. Sua perna necessitava de cuidados. A ferida deveria ser lavada, medicada e tratada por alguma pessoa de sensibilidade. Se não recebesse cuidados, aumentaria de tamanho até alcançar o osso, e talvez aquele homem perdesse a perna! Atraída por suas súplicas, parei para examinar a perna e olhei dentro de seus olhos tristes, mas minha amiga puxou-me gentilmente pelo braço, forçando-me a seguir nosso rumo. Eu era uma turista e não entendia nada dessas coisas. No caminho, ela me contou que aquele homem não queria ser curado. Ganhava a vida com aquela ferida. Uma pessoa que ficava sentada ali, em meio ao pó e à sujeira de Jerusalém, recebendo a piedade das pessoas acompanhada de algumas moedas, não tinha necessidade de enfrentar as responsabilidades como qualquer outro cidadão de Israel. Aquele mendigo ferido poderia ter sido curado. As portas do hospital estavam abertas para ele e havia remédios para tratá-lo, mas o mendigo não queria sarar. Quando me virei para trás com curiosidade, dirigi um último olhar a alguém que poderia estar em condições melhores. O homem mencionado em João 5 estava enfermo havia 38 anos. Não sabemos por quanto tempo ele ficou estendido ao lado do tanque de Betesda. Só sabemos que, quando Jesus passou por ali e perguntou-lhe se ele queria ficar curado, o homem teve de fazer uma escolha: continuar com a mesma vida ou aceitar ser curado. Imagine, querido leitor, se Jesus lhe perguntasse se você gostaria de ficar curado — emocional, física e espiritualmente. O que você responderia? Tenha um abençoado findi semana. Grupo Aba, Pai Para receber mensagens click no link abaixo e envie um e-mail em branco. Visite nossas HP |