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Prioridades
Tony
Campolo
Quando
eu era garoto, conheci um homem que, para mim,
parecia ser maior que a vida. Seu nome era Edwin
E. Bailey. Ele dirigia o observatório
astronômico do Instituto Franklin, da
Filadélfia. Eu ia ao Instituto Franklin quase
todos os sábados, só para passar um pouco de
tempo com ele. Sua mente enciclopédica
fascinava-me. Ele parecia conhecer um pouco de
tudo.
Minha
amizade com Ed Bailey durou até o dia em que ele
morreu, vários anos atrás. Fui visitá-lo quando
ele esteve internado no hospital, após ter
sofrido um grave derrame cerebral. Na tentativa
de conversar sobre algumas amenidades, comecei a
falar dos lugares em que fiz palestras e contei
que viera direto do aeroporto para
visitá-lo.
Ele
me ouviu atentamente e, em seguida, disse-me de
maneira um tanto
sarcástica:
—
Você viaja pelo mundo inteiro para atender
pessoas que, daqui a dez anos, não se lembrarão
de seu nome. Mas não reserva tempo para as
pessoas que realmente se importam com
você.
Aquelas
palavras simples me atingiram em cheio e mudaram
minha vida. Decidi, a partir de então, não
permitir que meu tempo fosse gasto com pessoas
para quem eu não fizesse diferença, enquanto
negligenciava aquelas para quem eu era
insubstituível.
Recentemente,
um amigo meu recebeu um telefonema da Casa
Branca, convidando-o a falar com o presidente
dos Estados Unidos. Ele recusou, porque
prometera passar aquele dia com sua netinha na
praia. O país sobreviveu sem ele, o presidente
não sentiu sua falta, e sua netinha passou
momentos preciosos com o
vovô.
As
prioridades sempre devem ser
respeitadas.
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