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Lições sobre
Oração
Ele conheceu o Senhor numa quinta-feira à noite
e no domingo pela manhã compareceu à igreja. O pastor comunicou que
haveria um culto noturno, e, evidentemente, o homem achou que não deveria
ficar em casa. Compareceu mais uma vez. Naquele culto, ficou sabendo que
nossa igreja realizava um estudo bíblico e uma reunião de oração na
quarta-feira à noite. Compareceu também naquela
noite.
Sentei-me ao lado dele na reunião de oração.
Pouco antes do início, ele virou-separa mim e
perguntou:
— Será que eles vão
se importar se eu orar?
— Claro que não —
eu respondi com convicção. — E para isso que estamos
aqui.
— Eu sei — ele
disse —, mas tenho um problema. Não sei orar da maneira como vocês
oram.
— Não há nenhum
problema, amigo. Você deveria ser grato a Deus por
isso!
A reunião foi iniciada, e eu percebi que ele
estava nervoso demais. Pousei a mão na perna dele para encorajá-lo. Jamais
vou esquecer sua oração; Senhor aqui é Jim. Sou aquele que te conheceu
na quinta-feira à noite. Sinto muito, Senhor, por não saber orar da
maneira como estas pessoas oram, mas quero te dizer uma coisa da melhor
forma que sei. Eu te amo, Senhor. Eu te amo verdadeiramente. Muito
obrigado. Até logo.
Vou lhe dizer uma coisa, meu amigo, aquela
oração inflamou nossa reunião de oração! Alguns de nosso grupo haviam
conseguido falar de teologia nas orações — como, por exemplo, explorar o
universo das doutrinas e chegar até a Via-Láctea com nossa linguagem
empolada. Mas aquele homem orou... com toda a
sinceridade!
Meus filhos ensinaram-me muitas coisas a
respeito de teologia. Quando eles eram pequenos, recebemos a visita de um
estudioso no assunto. Após a refeição, quando estávamos prontos para o
costumeiro culto doméstico, convidamos o homem para participar. Quando
chegou o momento de orar, as crianças, com seu jeitinho infantil,
agradeceu a Jesus o triciclo, a caixa de areia, a cerca, e assim por
diante. Nosso convidado mal pôde esperar para me chamar de
lado.
— Professor
Hendricks — ele começou a dizer, com sua voz de conferencista —, não
consigo entender como o senhor, um professor do seminário teológico, pode
ensinar seus filhos a orar dessa
maneira.
— Por que não? —
repliquei. — O senhor não ora por seu
Ford?
Eu sabia que ele fazia isso. Tinha de fazer:
ele não era bom motorista!
— Claro — ele
respondeu —, mas é diferente.
— Diferente? O que
faz o senhor pensar que seu Ford é mais importante para Deus do que o
triciclo de meu filho? — Em seguida, pressionei-o um pouco mais. — O
senhor está sempre na estrada. Já orou pedindo
proteção?
— Irmão Hendricks,
eu não estou sempre na estrada, mas oro pedindo a proteção de Deus nas
viagens.
— Quando meu filho
agradece a cerca a Jesus, ele está agradecendo a proteção que temos. É
aquela cerca que impede a entrada dos cães em nossa
casa!
Quando orar a Deus evite impressioná-lo com
frases longas e de efeito das quais você logo vai se esquecer, ore com seu
coração e fale como pensa normalmente, Ele é onisciente, mas mesmo assim
quer te ouvir e sentir que você confia nele pra tudo em sua
vida.
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